Capital nacional do petróleo, centro turístico internacional, sede de megaeventos esportivos, maior concentrador de investimentos do país, capital mundial das novas oportunidades. Diversos são os títulos que o Rio de Janeiro vem recebendo ultimamente e que o colocam no centro das atenções de investidores e homens de negócios nacionais e internacionais. Mas quais são os fatos que os justificam?

O estado do Rio de Janeiro é hoje responsável pela produção de cerca de 80% do petróleo e 50% do gás em seus campos offshore. As reservas do pré-sal, boa parte na plataforma continental em frente ao território do Rio de Janeiro, tenderão a reforçar essa concentração no futuro, além de demandar elevados investimentos: apenas nos próximos três anos mais de R$ 100 bilhões serão investidos no setor fluminense pela Petrobras e parceiras. Como reflexo, o desenvolvimento de um imenso polo de pesquisa e desenvolvimento se encontra em formação: observa-se a transformação da Ilha do Fundão em um centro de referência mundial de pesquisas no setor. Halliburton, Baker Hughes, FMC Technologies, GE e Usiminas são exemplos de empresas que já se instalaram ou vão se instalar naquela área.

O petróleo também vem sendo o principal driver do setor naval no estado, demandando a construção de plataformas e navios de apoio à exploração e estimulando o desenvolvimento de um polo de navipeças no território fluminense. Ao mesmo tempo, a abundância do recurso natural torna viáveis investimentos expressivos no segmento petroquímico aumentando a atratividade para toda a cadeia produtiva no estado.

Os investimentos, porém, vão além do petróleo. De fato, mais R$ 81 bilhões serão investidos pelos setores público e privado nos próximos três anos nos demais segmentos da indústria e do turismo, totalizando um horizonte de oportunidades de R$ 181 bilhões. Destacam-se os investimentos em infraestrutura logística, tanto pelo seu montante quanto pela sua importância; a  construção de novos portos e rodovias, a reativação de ferrovias e as melhorias nos aeroportos aproximarão, ainda mais, o estado de todo o mercado consumidor brasileiro, trazendo vantagens competitivas reais, tanto para as empresas que já estão aqui, quanto para as que virão no futuro.

O setor automotivo destaca-se por estar em franca expansão. Além de seguidos anúncios de investimentos em ampliação das montadoras já existentes, novas fábricas confirmaram investimentos na região Sul Fluminense. O montante dos investimentos – mais de R$ 5 bilhões nos próximos anos -, sua concentração territorial e a infraestrutura logística são fortes atrativos para a cadeia de fornecedores, que vem se concentrando na região a ponto de já conferir à mesma, o status de segundo polo automotivo do país.

Não apenas os setores industrial e de infraestrutura se destacam no atual cenário. A sequência de eventos internacionais torna o estado, a vitrine do país: Rio+20, Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos colocam o Rio no holofote mundial e oferecem muitas oportunidades para realização de negócios e expansão do turismo. Observam-se expressivos investimentos e ações voltados à preparação do estado para receber turistas e delegações esportivas, com efeitos multiplicadores importantes.

Por fim, cabe ressaltar que avanços sociais têm acompanhado o desenvolvimento econômico do estado, gerando melhor qualidade de vida para todas as camadas da população. O exemplo mais visível é na área de segurança pública com a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na cidade do Rio de Janeiro. Essenciais para garantir a retomada de espaços públicos pelo Estado, estas ações abrem caminho para que tanto o setor público quanto o privado possam atuar nas comunidades, como o Sistema FIRJAN tem feito através do SESI Cidadania. Este programa atua no sentido de dar acesso por parte da população destas localidades às ações sociais do Sistema nas áreas de educação, esporte, lazer e cultura.

O que se conclui, portanto, é que o Rio de Janeiro vem se consolidando como a capital das novas oportunidades. Este bom momento não se limita ao setor industrial, está presente nos demais setores da economia e alcança camadas da população que até então se encontravam à margem do desenvolvimento econômico. O resultado, já visível hoje e que se acentuará ainda mais no futuro, é um Rio de Janeiro mais empresarial e mais desenvolvido do ponto de vista social. Ou seja, com mais cidadania e melhor qualidade de vida para a sua população.

Luciana de Sá
Mestre em Economia - PUC/RJ
MBA em Gestão e Finanças Corporativas pela FGV – Fundação Getulio Vargas.
Atualmente é Diretora de Desenvolvimento Econômico e Associativo do Sistema FIRJAN, que é responsável pelas áreas econômica, de infra-estrutura, agroindústria, movimento sindical, Cirj e do Instituto Euvaldo Lodi.
Responsável pela coordenação das ações do Mapa de Desenvolvimento e Assessora do Conselho Empresarial da Indústria da Construção.

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