É boa a notícia, a da pretensão do governo de tornar realidade o projeto da Agência Brasileira de Garantias (ABG), a dois anos em estudo e cujo objetivo principal será acelerar a liberação de linhas de financiamento para o comércio exterior.
A proposta é que a agência atue em negócios de elevado valor e em contratos superiores a dois anos, onde a obtenção de garantias é mais difícil. A idéia é otimizar as operações de diversos fundos garantidores que isoladamente são pouco expressivos.
A criação da agência não dispensa a realização de outros ajustes que facilitem às empresas utilizarem o conhecido PROEX – que permite aos exportadores receberem à vista o valor das vendas e oferece, simultaneamente, um prazo para os importadores pagarem a transação comercial.
A necessidade de reforçar a competitividade da indústria torna urgente a implantação da ABG, bem como a adoção de medidas que compensem a perda de mercado dos produtos nacionais, particularmente das resinas químicas e de seus transformados.